Estratégia formulada! e agora?


por Otávio Calixto

31

agosto, 2010

 
Estratégia formulada é estratégia executada? Muitos especialistas gastaram e gastam horas perguntando-se até que ponto a formulação da estratégia retrata as ações que a empresa irá executar no curto e médio prazo. O famoso guru da estratégia Lawrence Hrebiniak, autor de diversos livros sobre o tema, dentre eles “Fazendo a Estratégia Funcionar” e professor da Wharton Business School já alertava que “Fazer um plano funcionar é um desafio maior do que criar um plano”.
 
Como consultor e curioso pelo assunto, também acabei me debruçando um pouco sobre informações recentes acerca do tema e encontrei uma pesquisa realizada este ano com mais de 1.000 organizações e publicada na Harvard Business Review. O artigo sobre formulação e execução da estratégia, apontava que apenas 37% das organizações afirmaram ser excelentes ou muito boas na execução de suas estratégias (pra mim isso é bastante alarmante!).
 
Vários fatores levam a este problema, mas me chama bastante a atenção os fatores ligados a formulação das diretrizes estratégicas. Não compreender de fato quais prioridades podem ser executadas no seu horizonte estratégico é talvez o elemento inicial e principal de uma estratégia que não funciona.
 
Em uma visão genérica acerca do processo de formulação podemos dizer que 3 macro-etapas o definem: o questionamento de “o que fazer e do como fazer”, seguido de uma análise de “o que e como fazer vs. o que realmente posso fazer” e o detalhamento daquilo que “posso e me comprometo a fazer”. No entanto, o que acontece de fato é uma explosão inicial de idéias acerca de “o que e como fazer” seguida já do ímpeto de detalhar os planos de ação que coloquem a estratégia para rodar e responsabilizam a organização acerca do “posso e me comprometo a fazer”.
 
Mas, o que acontece com a etapa de confrontar a estratégia formulada com a realidade da organização?
 
Essa etapa muitas vezes é deliberadamente ignorada e, ao que tudo indica, um dos fatores chave é a dificuldade de saber como confrontar a estratégia formulada com a capacidade organizacional de executá-la.
 
Ao auxiliar na formulação da estratégia de algumas organizações, já enfrentei por diversas vezes essa dificuldade. Mas a partir de um determinado momento notei que quatro elementos da organização conseguiam nos apontar de forma bastante apurada sua capacidade de execução: a disponibilidade de infra-estrutura, disponibilidade de pessoas, disponibilidade de processos e a disponibilidade de recursos financeiros.
 
De maneira geral, tenho visto que a comparação da disponibilidade destes recursos com as necessidades colocadas pela estratégia mostra-se bastante adequada, principalmente para a organização de fato responsabilizar seus times e seus ativos acerca da estratégia formulada e de forma consciente declarar aquilo que “pode e se compromete a fazer”.
 
Assim como colocado no artigo anterior, que uma estratégia e uma visão só atendem às necessidades do mercado uma vez que o posicionamento é aderente aos atributos valorizados pelo cliente. A FORMULAÇÃO da estratégia, etapa seguinte a partir deste posicionamento, só é de fato “executável” se a organização tem capacidade e maturidade de confrontar sua disponibilidade de recursos, com as necessidades e desafios postos pelas suas diretrizes estratégicas ao longo do tempo.

Veja meus próximos artigos a serem publicados no Blog Execução da Estratégia e no site Gestão & Estratégia:
 
-> Mão na massa: hora de implementar a estratégia!
– Setembro 2010
 
-> Estratégia de preços no varejo ultra competitivo – Outubro 2010

 
Este artigo também está publicado no site Gestão & Estratégia: www.otaviocalixto.com.br ou www.gestaoeestrategia.com.br


Lições da Copa do Mundo para o Posicionamento


por Otávio Calixto

20

julho, 2010

 
Neste último mês vivenciamos a febre coletiva e as intensas emoções da Copa do Mundo, o evento esportivo com a maior audiência do planeta (2,8 bilhões de pessoas assistiram a pelo menos um jogo) completa sua 19ª edição com pleno vigor, e de forma emocionante trazendo uma final inédita entre dois times que nunca alcançaram o título mundial, colocando a Espanha no seleto hall de Campeões do Mundo.
 
Neste clima eu não pude ficar de fora e saí por ai lendo matérias sobre a Copa, assistindo os jogos quando possível, participando de bolão, ou seja, resolvi entrar de fato no clima do mundial. Até que me surgiu um pensamento: um evento deste porte e com esta abrangência seria uma ótima oportunidade de posicionamento ou reposicionamento de mercado para algumas empresas, como será que a Copa poderia ser utilizada neste sentido?
 
Então passei a procurar alguns textos sobre o assunto, lendo desde jornais esportivos até os mais especializados em negócios…depois de ter visto uma série de análises e artigos (incluindo a do JP Morgan e do Goldman Sachs que erraram feio em quem seriam os campeões), encontrei um ótimo texto publicado na Exame ainda algumas semanas antes do evento.
 
O artigo “Para eles, 2014 já começou” explora de forma genial exemplos de empresas que utilizaram a Copa do Mundo de 2010 como um amplo laboratório de Marketing, testando idéias que poderão ser utilizadas daqui a 4 anos na Copa do Brasil. Seguem alguns dos exemplos publicados:
 
Coca-Cola
Mobilizou uma ampla campanha de marketing organizando um campeonato nacional de reciclagem de latinhas e garrafas, com a participação de 200 escolas públicas de todo a África do Sul, premiando com 20.000 ingressos para as escolas mais bem colocadas. A idéia é posicionar a marca junto à população carente e envolvê-los no campeonato mundial, além disso a empresa utilizou o evento para preparar os executivos da subsidiária brasileira (6 foram enviados para o evento).
 
Ambev (AB InBev)
Organizou a Copa do Mundo da Cerveja, um campeonato de futebol amador formado por equipes de consumidores de diversos países, cada um deles representando uma das 60 marcas do conglomerado, com as finais ocorrendo nos mesmos estádios da Copa. A idéia é reforçar a imagem da empresa através do envolvimento direto do consumidor final.
 
Sony
Além de fornecer os telões, a empresa tornou-se a patrocinadora oficial dos Fan Fests, evento realizado em 9 cidades da África do Sul e outras sete espalhadas pelo mundo, com público total previsto de 25 milhões de pessoas. A idéia é promover a tecnologia de transmissão 3D e reforçar o posicionamento da empresa de forma diferenciada junto ao consumidor final.
 
De maneira geral, em um ambiente de hiper competição e multiplicidade de ofertas, demanda-se que as empresas tenham a capacidade de se POSICIONAR de forma clara junto ao consumidor final, explicitando os atributos de sua marca e a proposta de valor da organização para o seu cliente.
 
Dentro do ciclo de planejamento estratégico, esta etapa de definição do posicionamento idealmente vem logo após a etapa inicial de explorar o ambiente interno e externo da organização. Neste momento a empresa já possui as informações suficientes para definir seus diferenciais, sua proposta de valor e os segmentos em que deve ou tem capacidade de atuar.
 
Assim como uma estratégia e uma visão só alcançam efetividade de longo prazo quando apresentam uma fluxo consistente de revisões e análise do ambiente, uma estratégia e uma visão só atendem às necessidades do mercado uma vez que o posicionamento é aderente aos atributos valorizados pelo cliente e a proposta de valor é sustentável pela oferta da empresa ao longo do tempo.
 
Este artigo também está publicado em meu site: www.gestaoeestrategia.com.br


Gestão de Projetos e a Execução da Estratégia


por Vivian Manelli

16

julho, 2010

Estava lendo um artigo muito interessante de Jay Siegelaub na revista Mundo PM de jun/jul, “Da Tripla à Sêxtupla Restrição”, sobre a expansão da já largamente difundida tripla restrição – custo, escopo e prazo – para seis restrições de gerenciamento de projetos, incluindo qualidade, riscos e benefícios. Esta última em particular me chamou bastante atenção, pois já há tempos é utilizada durante o gerenciamento da estratégia de organizações que utilizam a ferramenta BSC na tomada de decisão.

Segundo o artigo, “benefícios representam o valor que se espera que um projeto entregue à organização.  Se não houver uma justificativa clara, o projeto não deve ser iniciado, e se a justificativa desaparecer – ou for abaixo de um limite aceitável – o projeto deve ser interrompido”.

Parece óbvio que um projeto não deve ser iniciado caso não haja uma justificativa clara para a sua execução. Porém, não é isso que vejo em algumas organizações em que tenho a oportunidade de acompanhar o processo de tomada de decisão.

Há, sim, em muitos lugares, declarações inspiradoras de onde se querem chegar e até objetivos claros a percorrer para se chegar lá. Paralelamente, projetos são priorizados com base em outros fatores que não aqueles relacionados à estratégia, seja porque é um assunto que está em evidência, seja porque fora demandado em algum momento porém sem a análise de sua aderência com a estratégia, ou pior, porque o patrocinador do projeto exerce grande influência dentro da organização.

Reformular o modelo de governança da estratégia com o uso do Balanced Scorecard prevê que a gestão do portfólio de projetos vislumbre  a execução da estratégia. Explico.

Durante a etapa de preparação da reunião de gestão estratégica, é feita uma análise de desempenho do objetivo estratégico e são propostas recomendações de correção de rumo caso este objetivo não esteja tendo o desempenho esperado. Essas recomendações, em uma organização com nível de maturidade elevado na utilização da ferramenta, devem ser baseadas nos projetos que suportam a execução da estratégia.

Ora, os projetos são a estratégia em ação. Portanto, caso um projeto não esteja entregando os benefícios esperados impostos pelos desafios estratégicos, deve ser cancelado, repriorizado ou ter seu escopo redefinido. Se o projeto precisa entregar determinado resultado e, durante a sua consecução, é sabido que estes resultados não poderão ser entregues por fatores diversos, não há motivo algum para que este continue caminhando da mesma maneira, podendo gerar mais custos do que benefícios para a organização.

Logo, além de todas as restrições de um projeto que já são acompanhadas operacionalmente, o benefício que este deveria entregar em prol da estratégia também deve ser especialmente considerado na tomada de decisão.


TI como área Estratégica da Organização


por Danielle Pininga Branco

08

julho, 2010

Como TI deve formular sua Estratégia?

Em que TI deve se basear para priorizar suas ações?

Não busco com esse post ensinar a área de TI a executar seu trabalho, até porque TI não é minha especialidade, mas como profissional de Gestão Estratégica sei o quanto esta área é relevante ao Negócio das empresas e me proponho a trazer uma reflexão e instigar os profissionais de TI a se aproximarem da Estratégia da Organização e, assim, ganharem relevância nas discussões.

Seja TI uma atividade de suporte ao negócio, seja atividade parte do negócio, ou ainda seja TI o próprio Negócio da Organização, a TI deve utilizar critérios claros e priorizar suas ações com o propósito de trazer maior ganho à organização.

Dada essas 3 possibilidades, vou explorar neste post a TI como suporte aos Negócios, pois acredito que nessa condição, os profissionais da TI costumam encontrar maiores dificuldades para justificarem seus investimentos, pelo simples fato de ser considerada uma área “que só gera gastos”, devido a dificuldade em ver valor nos projetos de TI e pelo fato de muitos investimentos de TI não serem baratos.

Assim, a área de TI deverá apoiar suas atividades, decisões e projetos no Plano Estratégico de Negócio da empresa, desdobrando suas diretrizes a partir dos objetivos, metas, ações e fatores críticos de sucesso  da estratégia corporativa.

Segue um exemplo (1) de como TI pode agregar valor à estratégia da organização:

Ação Estratégica do Negócio: Reduzir os custos operacionais da empresa

Iniciativas de TI: redução do nível de estoques. Após análise do ambiente de negócio, percebemos que o estoque de produtos acabados pode ser reduzido de 30 para 20 dias.

Para isso TI deverá identificar aspectos de como melhorar o fluxo de informação entre clientes, empresa e fornecedores, podendo disparar ações para os envolvidos na cadeia produtiva de forma a agilizar a programação reduzindo os prazos de entrega e, consequêntemente, a necessidade de estoque elevado de produtos acabados.

Esse novo fluxo agilizará diversos aspectos da produção e logística para que a empresa atenda seus clientes de forma mais rápida e com menos custos e permitirá, em função do fluxo de informações e materiais, uma sensível redução do nível de estoque dos produtos acabados.

Diante deste novo cenário, a TI deve tomar a iniciativa de criar um portal de sistema produtivo, tendo como back office os sistemas atuais de ERP, Suply Chain, mensagens, comunicações, etc. A TI terá a função de identificar e comprar (ou desenvolver) uma aplicação que integre desde a requisição do pedido no CRM até a entrega do produto no cliente final.

Uma vez identificada a iniciativa de TI, deve-se gerar o plano de ação do projeto que mostrará a necessidade de recursos de infraestrutura, segurança, pessoas, aplicativos, comunicações, treinamentos, investimentos e manutenção.

Como pode ser percebido neste exemplo, a TI deverá concentrar esforço para identificar a Estratégia da Organização, identificar qual ação trará maior retorno a Estratégia, levantar todas as áreas e todos stakeholders envolvidos, fazer uma análise do processo atual e futuro, para aí sim, sugerir uma solução tecnológica e por fim apresentar um plano de ação estimando: recursos, infraestrutura, pessoas envolvidas, treinamentos, a comunicação, os investimentos necessários e a manutenção envolvida após implantar a nova solução.

 “Uma pesquisa realizada recentemente pelo Giga Information Group revelou qual é o perfil de um Chief Information Officer (CIO) que o mercado busca atualmente. Segundo o estudo, as atividades de um CIO estão cada vez mais focadas em questões relativas ao mundo dos negócios e cada vez menos na tecnologia em si.

… para desenvolver uma carreira em ascensão, o profissional de TI precisa entender menos de bits e bytes e mais de assuntos estratégicos, ligados à visão e à missão das empresas.” (2).

Observa-se que o trabalho da TI está muito mais voltado ao entendimento da Estratégia da Organização, em buscar e propor soluções que agreguem valor ao Negócio, a justificar seus altos investimentos, do que o desenvolvimento do sistema propriamente dito.

Não que este último não seja importante, muito pelo contrário, se após todas essas análises for entregue um sistema, que não funcione, ou funcione mal, que seja lento, que não atenda os requisitos necessários, não seja amigável, não converse com os demais sistemas, não adianta nada.

O propósito deste post é provocar a TI a ir além, pois pressupõe-se que a formação e a especialidade do profissional da TI seja o desenvolvimento de sistemas. Agora TI só se tornará relevante e fundamental a uma organização se ela conseguir oferecer a melhor solução tecnológica ao que a organização mais precisa, isto é, se TI estiver intimamente ligada ao Negócio e a Estratégia da Organização.

(1)     Exemplo retirado do livro: “Governança Avançada de TI na prática” – Ricardo Mansur, Brasport, 2009

(2)     http://www.timaster.com.br/revista/materias/main_materia.asp?codigo=665


Indicadores de desempenho estratégico e seus impactos na gestão estratégica


por Aline Vênere

02

julho, 2010

Recentemente li uma entrevista do Mintzberg comentando a forma como são utilizados os indicadores com resultados no curto prazo para avaliação de desempenho dos gestores e qual o impacto disso na gestão organizacional. Esse é um ponto que me permite refletir sobre o processo de definição dos indicadores de desempenho estratégico. Os indicadores de desempenho estratégicos são os instrumentos de mensuração do alcance do desafio expresso na estratégia.

A forma de mensuração de qualquer resultado deveria refletir numa informação consistente, útil e rápida para a tomada de decisões, enfocando as  prioridades e direcionando o comportamento dos colaboradores rumo aos resultados de longo prazo. Contudo, muitas vezes isso não é possível, principalmente em virtude da dificuldade de acesso a informações confiáveis. Infelizmente, poucas organizações conseguem ter sistemas de informações adequados às suas necessidades de análise. Na minha visão, talvez esta seja uma das principais barreiras à construção de um bom modelo de gestão fundamentado em indicadores de desempenho.

Mintzberg fez uma referência ao que aconteceu na última crise americana, onde executivos de grandes grupos privados ao garantirem o cumprimento das suas metas no curto prazo, deixaram de considerar o impacto das mesmas no longo prazo. O principal problema observado neste episódio foi o fato das metas não estarem condicionadas aos desafios impostos pela estratégia, mas aos indicadores de curto prazo como um fim em si. Indicadores definidos equivocadamente, além de trazerem uma leitura errônea do rumo da organização, impactando nas decisões de correção e ajuste da estratégia, podem levar a organização a resultados desastrosos, uma vez que os mesmos servem de base exatamente para testar a coerência da estratégia.

A boa definição de indicadores passa pelo entendimento dos reais desafios organizacionais e também sobre a forma de superá-los. O problema é descobrir se estamos realmente fazendo isso de maneira correta. Para tanto, ao definirmos os objetivos estratégicos, devemos ter clareza da sua essência para que os indicadores de desempenho realmente reflitam o que deve ser medido. É natural que a definição de bons indicadores passe por uma curva de aprendizado, onde o mais importante é testarmos sua aderência e fazermos os ajustes necessários ao longo do processo de gestão.

É preciso entender que a definição de indicadores é uma seqüência lógica. Ao definirmos desafios que não estão claros, corremos também o risco de definir indicadores e metas que não refletem os nossos desafios. Portanto, atenção!


Vinculando os programas de reconhecimento e recompensa à estratégia


por Luiz Sedrani

02

junho, 2010

Gostaria de começar esse artigo com uma pergunta: Por que vincular os programas de reconhecimento e recompensa à estratégia? Sendo direto, é para garantir que a estratégia seja efetivamente executada e que a recompensa esteja vinculada com a sustentabilidade da organização no longo prazo. Assim, se por um lado a organização quer que sua estratégia seja implementada com sucesso, por outro lado, os colaboradores querem ser reconhecidos pelo trabalho que exercem e pelo desempenho diferenciado. 

Tomando essa última frase como verdade, por que não integrar essas duas demandas de uma forma mais clara? O vínculo dos programas de reconhecimento à estratégia surgiu justamente com esta finalidade: aumentar a integração entre os desafios estratégicos colocados pela organização e as recompensas oferecidas aos colaboradores.

Toda estratégia explicita um desafio e, para superá-lo, a organização precisa fazer algo diferente ou melhor do que aquilo que já faz hoje. Mas, no limite, esse “fazer diferente” reflete na maneira de fazer de cada colaborador. E, como sabemos, mudar é sempre difícil, seja na vida pessoal, como na vida profissional.

Nas diferentes organizações que tenho passado executando projetos de gestão estratégica e de reconhecimento, sempre aparece um questionamento por parte dos colaboradores: “como podemos ajudar e o que ganharemos com isso?”. E isso é natural. A organização, quando faz seu planejamento estratégico, deixa claro o que pretende ganhar com isso: participação de mercado, satisfação do cliente, diversificação, etc. É justo que o colaborador também saiba o que ele individualmente ganhará com isso.

Nesses projetos, o que fazemos é amarrar de forma explícita os desafios da organização com os desafios colocados para os colaboradores, sendo que, atingindo os resultados esperados, as duas partes tem algo a ganhar. A organização atinge as metas colocadas no planejamento e os colaboradores são recompensados por contribuir com o alcance destas metas. Parece simples desenvolver esse modelo, e realmente o é, desde que se tenha em mente muito bem esclarecidos alguns dos elementos:

  • Quais os desafios da organização para o curto, médio e longo prazos?
  • Quais projetos iremos implementar para que esses desafios sejam superados?
  • Quais competências precisamos ter nos próximos anos?

Recentemente, ao executar um projeto de gestão estratégica utilizando o Balanced Scorecard (BSC) seguido da revisão do modelo de reconhecimento e recompensa, trabalhamos com a liderança os seguintes pontos, tendo como produtos:

PONTO DE DISCUSSÃO PRODUTOS
Principal desafio da organização Visão de Futuro
Diretrizes e objetivos estratégicos Mapa estratégico
Desempenho Esperado para os desafios Indicadores com metas de curto e longo prazos
Modo pelo qual alcançaremos as metas Projetos estratégicos
Competências necessárias Mapa de Competências

 

Com base nesses elementos e produtos construídos em conjunto com a organização, pudemos rever o modelo de reconhecimento e remuneração. A seguir um passo a passo do que foi feito e que poderia ser implementado em outras organizações:

  1. Desdobrar os objetivos e metas corporativos em objetivos e metas para equipes e/ou indivíduos;
  2. Vincular a execução dos projetos às equipes e/ou indivíduos;
  3. Criar um acordo de metas a serem alcançadas e projetos e serem implementados com cada equipe e/ou indivíduo;
  4. Vincular as competências necessárias a cada nível e cargo da organização;
  5. Formalizar o modelo de incentivo, reconhecimento e recompensa;
  6. Avaliar desempenho qualitativo e quantitativo;
  7. Reconhecer e recompensar resultados conquistados.

Seguindo essas recomendações, a organização dá um bom passo no tratamento de um dos principais fatores limitadores da execução da estratégia – o envolvimento e a participação de todos os colaboradores – ao mesmo tempo em que soluciona uma importante questão de motivação interna.

Artigo publicado na Revista Liderança, Edição Mai/2010


Crise Européia, Brasil e o Planejamento Estratégico


por Otávio Calixto

26

maio, 2010

 
Nas últimas semanas os mercados financeiros nacional e internacionais têm vivido novos momentos de turbulência. A crise orçamentária dos países europeus que formam os PIGS (Portugal, Itália, Grécia e Espanha) trouxe novamente o clima de tensão aos mercados e gerou uma queda abrupta da confiança dos investidores na capacidade de pagamento de nações com alto índice de endividamento.

Mas, o que de fato essa nova turbulência do mercado pode causar de abalos ou danos a economia brasileira? Como as empresas devem considerar esse novo contexto em suas definições e planos estratégicos?

Entendendo a crise
 
Primeiramente vamos entender a origem da crise: com a formação da União Européia consolidou-se em um bloco único países com sensíveis diferenças macro-econômicas. A construção e consolidação do bloco trouxe uma série de benefícios para as economias européias dentre as quais a disponibilidade de uma moeda forte e comum, mercados de capital unificados e livre comércio com os demais países membros da UE. Porém a unificação econômica não trouxe em conjunto a unificação política e a eliminação das desigualdades produtivas e de capacidade financeira dos países.

Em uma tentativa de propulsionar suas economias durante a crise, os países que formam os PIGS somaram gastos governamentais a um nível de endividamento que já se apresentava como preocupante no pré-crise. Revelado o estado de insolvência da economia Grega, desnudou-se uma deficiência grave em termos de capacidade de pagamento em outras importantes nações européias, sendo este o estopim de toda a instabilidade atual.

Efeitos sobre o Brasil e sobre os planos estratégicos do setor empresarial
 
Três efeitos já se mostram claros, embora ainda com baixa intensidade no cenário nacional. O primeiro deles é a valorização do dólar, puxado pela alta demanda de investidores externos pela moeda buscando cobrir as perdas em outros mercados e preservar seus ativos em uma moeda de menor risco. O segundo efeito é a aceleração da inflação, com a economia próxima a um superaquecimento (crescemos cerca de 10% no 1º. trim.) o aumento do dólar impulsiona os preços de produtos que utilizam bens importados como insumo. O terceiro e último efeito é a perda de fôlego do mercado financeiro, com o aumento da taxa de juros básica, os títulos públicos tornaram-se atrativos e a saída de investidores estrangeiros diminuiu a atratividade dos ativos, reduzindo a capacidade das empresas brasileiras de captarem recursos no mercado acionário.

O ambiente de incerteza e a mudança de variáveis chaves do cenário econômico demandam uma capacidade de resposta rápida do setor empresarial de forma a considerar alterações em seus planos estratégicos vigentes. Neste momento se torna ainda mais importante reforçar a tarefa de EXPLORAR constantemente o ambiente externo dentro do ciclo de planejamento estratégico da organização. Metas e projetos que são sensíveis a variações cambiais e inflacionárias devem ser cuidadosamente reavaliados, assim como planos de contingência devem ser elaborados para mitigar possíveis agravamentos da situação econômica.

Uma estratégia e uma visão só alcançam efetividade de longo prazo quando apresentam um fluxo consistente de revisões e uma considerável capacidade de se flexibilizar no curto prazo.

Em suma, até o momento podemos concluir que o Brasil está distanciado da crise européia, mas os efeitos percebidos já são o suficiente para manter o sinal de alerta acesso nas reuniões de gestão estratégica e na tomada de decisão de curto prazo da empresa. Portanto, mais uma vez vale agir com cautela e utilizar os recursos da organização com parcimônia: pior do que enfrentar uma crise é passar pela crise sem enfrentá-la.

Este texto também está publicado em meu site, Gestão & Estratégia: www.gestaoeestrategia.com.br


O Ministério Público fazendo escolhas estratégicas


por Roberto Campos de Lima

14

maio, 2010

Desde 2007 tenho atuado junto ao Ministério Público Brasileiro, atendendo aos MPs em várias unidades da federação em projetos de planejamento e gestão estratégica. Desde então, uma coisa realmente me intriga: O MP tem uma Missão Constitucional grandiosa, mas que, ao mesmo tempo, representa um grande desafio de implementação na sua plenitude.
Como dizem os economistas acerca de coisas que só existem no Brasil, O MP Brasileiro é uma jabuticaba, só existe neste formato aqui. A partir da Constituição de 88, o MP ampliou significativamente suas atribuições, incorporando matérias de grande relevância social, como a tutela coletiva no meio ambiente, infância e juventude e consumidor. Por outro lado, algumas atribuições, ao contrário da atividade precípua do MP, não têm caráter coletivo e nem mesmo interesse social relevante. Basta verificar que o MP ainda se manifesta em questões mais prosaicas, como a habilitação de casamentos ou separação judicial consensual, sem interesse de incapazes.
O fato concreto é que, ao se falar de estratégia, é preciso fazer escolhas. O MP, assim como qualquer outra organização, não tem recursos ilimitados e precisa, portanto aplicá-los naquilo que traz maior impacto na sociedade, que é a destinatária da ação da instituição.
A boa notícia é que este quadro parece estar evoluindo. O Conselho Nacional do Ministério Público-CNMP acaba de aprovar recomendação, que embora não tenha caráter vinculativo, propõe que os MPEs racionalizem a sua atuação na área Cível. Com esta postura o MP dá um passo importante no sentido de sua consolidação institucional, pois a escolha estratégica de racionalizar a atuação abre espaço para que os recursos limitados, Promotores e Procuradores de Justiça, sejam realocados para atuar em matérias de maior relevância social.
Acredito que o passo o passo seguinte, a exemplo do movimento que está acontecendo no Judiciário, a partir da indução do Conselho Nacional de Justiça-CNJ, seja articular, por meio do CNMP, um projeto de planejamento e gestão estratégica nacional do MP. Este projeto deve buscar um realinhamento institucional conjunto, capaz de construir uma estratégia de atuação de fato una e que proporcione foco na aplicação dos recursos e que, ao mesmo tempo, permita ao MP continuar sendo reconhecido como uma instituição efetiva e indutora transformação social do nosso país.


O Legado de C.K. Prahalad


por Otávio Calixto

30

abril, 2010

Neste mês o mundo da Gestão perdeu um de seus mais ilustres pensadores. C.K. Prahalad, professor da Universidade de Michigan (Ross Business School) e famoso consultor e conselheiro de grandes empresas, faleceu aos 68 anos no último dia 16 de abril.

Em sua breve vida Prahalad fez história no pensamento em Gestão, defendendo e formulando conceitos amplamente conhecidos e amplamente utilizados hoje pelas corporações mundo afora.

O primeiro deles, construído em parceria com Gary Hamel, ainda nos anos 90 foi o conceito de “Corporate Core Competence” (Competência Central da Empresa, em tradução livre) que se tornou um dos modelos de gestão mais aplicados e palavra de ordem no mundo empresarial nos anos seguintes.

No início dos anos 2000 Prahalad conseguiu formular um conceito ainda mais inovador e que passou novamente a influenciar profundamente o dia-a-dia das empresas: “Fortune at the Bottom of the Pyramid” (Riqueza na Base da Pirâmide). Conceito que causou muita curiosidade e até mesmo certa estranheza, mas que hoje em dia faz parte do pensamento estratégico da maioria dos gestores de empresas nos mais diversos cantos do mundo.

Prahalad me serviu muitas vezes de inspiração, principalmente na elaboração do modelo de “Lojas da Comunidade” que gerenciei quando atuei na equipe de Planejamento Estratégico do Wal-Mart. A empresa chegou a distribuir o livro recentemente publicado de Prahalad para todos integrantes do nível de gestão e a organização abraçou a idéia, formulando e construindo ofertas que atendessem especificamente esse grupo de menor renda da população. Nesta época o livro “Riqueza na Base da Pirâmide” foi meu livro de cabeceira por muitos meses.

O legado das idéias de Prahalad é muito frutífero e muito rico, ao longo dos próximos anos os desdobramentos destas idéias ainda renderão muitos benefícios para as organizações que as implementarem e para todo o contexto econômico que continuará a se beneficiar de uma economia cada vez mais inclusiva e progressista.

Mais artigos publicados sobre o Prahalad:

Wall Street Journal:

Bloomberg Business Week:

Business Day:

Época Negócios:

Prahalad no Wikipedia:

Principais livros:

  • A Riqueza na Base da Pirâmide
  • O Futuro da Competição
  • Competindo pelo Futuro
  • A Nova Era da Inovação

Este artigo também está publicado em meu site: www.gestaoeestrategia.com.br


PLANEJAMENTO COM FOCO NA EXECUÇÃO – O uso do BSC no BANDES


por Fabio Fontanela Moreira

27

abril, 2010

 Autor: Gilson Domingues Cardoso 

gilson@ bandes.com.br e gilsondc@gmail.com

 Apresentado no  CONGESP – II CONGRESSO DE GESTÃO PÚBLICA DO ESPIRITO SANTO.

1. INTRODUÇÃO

Está cada vez mais em moda, no serviço público, a utilização do planejamento e gestão orientados para resultados, a estruturação de indicadores de desempenho e o gerenciamento de projetos. O Governo do Estado do Espírito Santo avançou muito e é exemplar nesses direcionamentos.

Uma das ferramentas que suportam  essa contemporaneidade é o Balanced Scorecard (BSC). Citando Kaplan e Norton, “O Balanced Scorecard traduz a missão e a estratégia das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica.” E mais: “Os objetivos e as medidas utilizados no Balanced Scorecard não se limitam a um conjunto aleatório de medidas de desempenho financeiro e não-financeiro, pois derivam de um processo hierárquico (top-down) norteado pela missão e pela estratégia da unidade de negócios. O Balanced Scorecard deve traduzir a missão e a estratégia de uma unidade de negócios em objetivos e medidas tangíveis”.

Com seu uso, três perguntas centrais que surgem no processo de planejamento são adequadamente respondidas. A primeira é qual a visão de longo prazo, isto é, do que nos orgulhar ao final de determinado horizonte de tempo. A segunda é como cumprir a missão social da empresa, da secretaria, do órgão e do setor. A terceira é como selecionar e priorizar os projetos estratégicos, as iniciativas inovadoras e os indicadores de desempenho críticos para o sucesso de uma gestão.

Esse artigo trata, então, de mostrar como o BANDES estruturou um modelo de gestão estratégica com o uso do BSC e quais os resultados alcançados até 2009.

2. ANTECEDENTES E SOLUÇÃO ADOTADA

Em 2003, o BANDES estava com as finanças equilibradas e com dois desafios colocados pelo novo governo: modernizar-se e ampliar sua atuação com foco no segmento de micro e pequenos negócios. Sob o ponto de vista operacional, o BANDES não estava conseguindo manter um padrão de desempenho e atendimento regular e sob o ponto de vista da gestão estava carente de ferramentas atualizadas que permitissem o alcance dos novos desafios. O orçamento era o principal instrumento de gestão.

Era preciso, então, compartilhar ideais, galvanizar idéias e motivar e alinhar as pessoas.

Em 2004, iniciou-se o uso do BSC através de um plano estratégico que iniciava a introjeção de alguns elementos dessa ferramenta, em especial os indicadores e metas anuais e projetos e iniciativas estratégicas, denominados, à época, de estruturantes.

3. METODOLOGIA

A preparação para o uso do BSC acontece de forma convencional:

  • começa com análises retrospectivas e com avaliações dos ambientes internos e externos, através de seminários com a participação dos gestores, em que são destacados os pontos fortes e fracos, as ameaças e as oportunidades;
  • constrói-se, em reuniões e workshops, o que denominamos de identidade institucional: negócio, missão, visão e valores;
  • descreve-se as diretrizes estratégicas, que são produto da formulação da estratégia e determinam as posturas e as prioridades futuras que orientarão as ações do dia a dia.

Mais importante do que planejar é executar e tão importante quanto executar é gerenciar a execução. A partir desse momento, entra em cena o BSC como ferramenta para gerenciar, acompanhar, avaliar e comunicar o plano.

A identidade institucional e as diretrizes estratégicas embasam o primeiro grande produto da ferramenta BSC, o mapa estratégico, um instrumento visual que sintetiza toda a estratégia através das perspectivas, dos temas e dos objetivos estratégicos.

A elaboração do mapa estratégico é a primeira fase e por isso basilar do uso do BSC. É ela que permite a participação e o comprometimento dos gestores que faz toda a diferença quando da implementação.

Com os objetivos estratégicos definidos é feita a escolha dos indicadores de desempenho para cada objetivo, pelo menos um para cada objetivo. Indicadores de desempenho são a expressão que permite obter informações sobre características, atributos e resultados de um produto ou serviço, sistema ou processo, permitindo o acompanhamento do progresso do objetivo.

Após a escolha dos indicadores de desempenho, são definidas as metas de curto e longo prazo que possibilitarão o acompanhamento da execução do plano e do alcance dos objetivos.

Um momento importante após essas fases é o levantamento de lacunas de recursos para viabilizar o alcance das metas. Esse é o rico momento de selecionar e priorizar os projetos e as iniciativas estratégicas que suportarão a mudança institucional planejada.

Com isso encerramos a fase de elaboração do plano que apresenta o seguinte conteúdo: identidade institucional (negócio, missão, visão e valores), diretrizes estratégicas, mapa estratégico, objetivos estratégicos, indicadores de desempenho, metas de curto prazo, metas de longo prazo e projetos estratégicos.

Dois fatores se destacam por contribuir para o sucesso da utilização do modelo. O primeiro diz respeito a um conhecimento mínimo da metodologia por parte da equipe responsável por sua implementação, que pode ser fortalecido através de consultorias especializadas.

O segundo é a existência de lideranças envolvidas e envolventes, motivadas e motivadoras, visionárias e missionárias. Comandantes de todo o processo, até que o gerenciamento do plano se transforme em rotina nas empresas, nas unidades de negócios e nos setores.

4. RESULTADOS

Colhemos diversos resultados após a utilização do BSC como ferramenta para a gestão estratégica do BANDES, denominada para fins de endomarketing de “Caravela”.

Quantitativamente, quando comparamos o ano de 2003 com 2009, constatamos avanços expressivos:

Discriminação 2002 2003 2009 Evolução2009/2003
Patrimônio Líquido (R$ milhões) 54,2 63,0 132,0 110%
Lucro Líquido  (R$ milhões) 0,2 6,0 11,5 92%
Saldo da Carteira de Crédito/Financiamento (R$ milhões) 84,8 87,6 378,0 332%
Número de Empregados 160 171 175 2,3%
Liberação para Empresas (R$ milhões) 519,9 547,2 1.437,1 163%
Número de Operações Aprovadas 1.007 869 4.639 434%
Número de Clientes 2.873 3.265 15.957 389%

 

Qualitativamente, podemos destacar o plano de capacitação baseado em competências estratégicas, o plano de participação nos resultados com base no alcance das metas, a implantação do escritório corporativo de projetos, o plano de crescimento e rotas de sucessão, com a adoção de metas individuais e a gestão da inovação, com um portal de idéias.

Em janeiro desse ano foi aprovado o Plano Bandes 2010/2014 (Caravela 2010/2014), fruto da revisão e da atualização do modelo, cujo mapa estratégico está na Figura 1.

Para ilustrar, eis alguns indicadores e suas respectivas metas para o horizonte do Caravela 2010/2014:

Discriminação 2010 2011 2012 2013 2014
Patrimônio Líquido (R$ milhões) 143,2 153,0 163,0 173,0 183,0
Saldo da Carteira de Crédito/Financiamento (R$ milhões) 460 540 620 700 800
Número de clientes 21.000 25.000 30.000 38.000 50.000

 Novo Mapa Estratégico do BANDES

 

Figura 1: O mapa estratégico do BANDES

Para alcançar esses resultados, outros indicadores de desempenho são acompanhados, medindo aspectos tangíveis e intangíveis, como a satisfação de clientes, o atendimento dos consultores certificados, o tempo de tramitação das operações de pequeno valor, o grau de execução de projetos estratégicos, o gap de competências, o clima organizacional, entre outros, totalizando 36 indicadores de desempenho para os 17 objetivos estratégicos.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Constata-se que o BSC é uma excelente ferramenta para sedimentar ideais, clarear idéias, alinhar pessoas e gerenciar mudanças. É uma incubadora para o surgimento de uma carteira de projetos transformadores da realidade organizacional e institucional.

As evidências deixadas nesse artigo pelo uso do BSC no BANDES oferecem convicção das possibilidades de sua aplicação em governos, prefeituras, instituições, empresas, unidades de negócios e sistemas de trabalho.

A sociedade espera cada vez mais um serviço público de qualidade, com estratégia, eficácia, eficiência, economicidade e efetividade. O BSC pode ser um atalho para que entidades públicas se organizem para garantir desempenhos e resultados superiores e expressivos.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

 

KAPLAN, Robert S. e NORTON, David P. A Estratégia em Ação: Balanced Scorecard. 12ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997.